
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Garrincha e Elza Soares:Paixão, Futebol e Música, ao extremo
junho 25, 2009
tags: Elza Soares, Futebol, Futebol & Música, Garrincha
por Cristiane Serra
1976- Elza Soares tem um filho com Garrincha, e volta às rádios com "Malandro"
Há vários casos amorosos entre jogadores de futebol com artistas da música. Mas, nenhum foi tão intenso tanto o romance entre Elza Soares e Garrincha. Nada mais justo, então, dedicar um post exclusivo para o casal.
Elza começava a brilhar na música brasileira com o sucesso estrondoso de “Se acaso você chegasse” , samba de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Garrincha estava no auge de sua carreira no Botafogo e titular incontestável na Seleção. E foi numa apresentação da cantora para a Seleção, quando a delegação se preparava para a Copa do Mundo de 1962 que eles se conheceram.
Ela também viajou para o Chile, onde foi disputado o Mundial. Enquanto o gênio das pernas tortas ganhava o bicampeonato praticamente sozinho, após a contusão de Pelé na segunda partida do Brasil, a cantora encantava os convidados de um festival de música organizado paralelamente ao evento esportivo. Começava ali o conturbado relacionamento dos dois, recheado de altos e baixos na carreira de ambos. Nos 16 anos que ficaram juntos, Elza acompanhou as glórias e também a decadência de Garrincha.
A polêmica relação com o jogador virou repertório da cantora. De acordo com Beto Xavier, no livro O Futebol no País da Música, da Panda Books – já citado num post anterior-, Elza gravou duas músicas que de certa forma contam sua trajetória amorosa: Eu sou a outra, de Ricardo Galeno, e Amor Impossível, de João Roberto Kelly. O craque, também, também relevou seu lado musical, Elza gravou dois sambas escritos por Mané Garrincha: Receita de balanço e Pé redondo. Beto Xavier traz, em sua obra, a letra do primeiro samba feito pelo jogador:
“Receita de balanço é de fato um belo samba. Simples e dinanmico, que faz justiça ao título:
Vamos balançar
Cantando
Vamos balançar
Sambando
Vamos Balançar
E deixando a tristeza da vida pra lá” (p.156)
A cantora pagou um alto preço por seu amor a Garrincha: a vendagem de seus discos caiu drasticamente, shows eram cancelados por questões de segurança, ninguém a contratava. Além disso, o Anjo das Pernas Tortas (como foi chamado por Vinícius de Moraes) enfrentou as ameaças por parte do Botafogo que não aceitava seu relacionamento e muitos problemas com dinheiro, durante as várias tentativas de retornar ao seu melhor futebol.O casal tinha uma incrível facilidade para ganhar e perder dinheiro. Compraram várias casas e as perderam pagando dívidas. Todo o dinheiro arrecadado no jogo da Gratidão (o jogo de despedida de Garrincha realizado no dia 19 de dezembro de 1973), eles perderam. Tiveram um filho: Manuel Garrincha dos Santos Júnior. Mas nem o bebê pode mantê-los juntos. No dia 30 de agosto de 1977, transtornado pela bebida, Garrincha agrediu Elza e ela o abandonou. Essa não era a primeira briga dos dois por causa do álcool, mas seria a última.
Garrincha, o craque das pernas tortas, que passou por zagueiros do mundo inteiro, não conseguiu driblar o vício da bebida. E em 1983, o jogador morreu em decorrência do alcoolismo.
Fonte: XAVIER, Beto. Futebol no páis da música. São Paulo: Panda Books, 2009.
junho 25, 2009
tags: Elza Soares, Futebol, Futebol & Música, Garrincha
por Cristiane Serra
1976- Elza Soares tem um filho com Garrincha, e volta às rádios com "Malandro"
Há vários casos amorosos entre jogadores de futebol com artistas da música. Mas, nenhum foi tão intenso tanto o romance entre Elza Soares e Garrincha. Nada mais justo, então, dedicar um post exclusivo para o casal.
Elza começava a brilhar na música brasileira com o sucesso estrondoso de “Se acaso você chegasse” , samba de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Garrincha estava no auge de sua carreira no Botafogo e titular incontestável na Seleção. E foi numa apresentação da cantora para a Seleção, quando a delegação se preparava para a Copa do Mundo de 1962 que eles se conheceram.
Ela também viajou para o Chile, onde foi disputado o Mundial. Enquanto o gênio das pernas tortas ganhava o bicampeonato praticamente sozinho, após a contusão de Pelé na segunda partida do Brasil, a cantora encantava os convidados de um festival de música organizado paralelamente ao evento esportivo. Começava ali o conturbado relacionamento dos dois, recheado de altos e baixos na carreira de ambos. Nos 16 anos que ficaram juntos, Elza acompanhou as glórias e também a decadência de Garrincha.
A polêmica relação com o jogador virou repertório da cantora. De acordo com Beto Xavier, no livro O Futebol no País da Música, da Panda Books – já citado num post anterior-, Elza gravou duas músicas que de certa forma contam sua trajetória amorosa: Eu sou a outra, de Ricardo Galeno, e Amor Impossível, de João Roberto Kelly. O craque, também, também relevou seu lado musical, Elza gravou dois sambas escritos por Mané Garrincha: Receita de balanço e Pé redondo. Beto Xavier traz, em sua obra, a letra do primeiro samba feito pelo jogador:
“Receita de balanço é de fato um belo samba. Simples e dinanmico, que faz justiça ao título:
Vamos balançar
Cantando
Vamos balançar
Sambando
Vamos Balançar
E deixando a tristeza da vida pra lá” (p.156)
A cantora pagou um alto preço por seu amor a Garrincha: a vendagem de seus discos caiu drasticamente, shows eram cancelados por questões de segurança, ninguém a contratava. Além disso, o Anjo das Pernas Tortas (como foi chamado por Vinícius de Moraes) enfrentou as ameaças por parte do Botafogo que não aceitava seu relacionamento e muitos problemas com dinheiro, durante as várias tentativas de retornar ao seu melhor futebol.O casal tinha uma incrível facilidade para ganhar e perder dinheiro. Compraram várias casas e as perderam pagando dívidas. Todo o dinheiro arrecadado no jogo da Gratidão (o jogo de despedida de Garrincha realizado no dia 19 de dezembro de 1973), eles perderam. Tiveram um filho: Manuel Garrincha dos Santos Júnior. Mas nem o bebê pode mantê-los juntos. No dia 30 de agosto de 1977, transtornado pela bebida, Garrincha agrediu Elza e ela o abandonou. Essa não era a primeira briga dos dois por causa do álcool, mas seria a última.
Garrincha, o craque das pernas tortas, que passou por zagueiros do mundo inteiro, não conseguiu driblar o vício da bebida. E em 1983, o jogador morreu em decorrência do alcoolismo.
Fonte: XAVIER, Beto. Futebol no páis da música. São Paulo: Panda Books, 2009.
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